sábado, 5 de abril de 2008

Introdução à Geometria Sagrada

Cristal de Gelo - forma geométrica naural




Sabemos que a cada minuto múltiplas reações de troca acontecem em cada átomo de cada molécula de nosso corpo, bem como em toda matéria existente no universo. Com isso ao fim de 5 a 7 anos nosso corpo estará completamente renovado, átomo por átomo. Dentre tanta mudança onde podemos encontrar o fundamento de tudo aquilo que parece ser constante e imutável?
Do ponto de vista biológico temos como régua guia para a completa formação de nosso corpo os códigos genéticos que garantem sua reprodução e a continuidade.
Mas o DNA também está sujeito as mudanças continuas dos átomos de sua molécula. Portanto o que garante nossa integridade física não é o carbono, o hidrogênio, o oxigênio e o nitrogênio que compõem os nossos genes, mas sim a FORMA HELICOIDAL DE NOSSO DNA.
As plantas conseguem processar a fotossíntese graças ao fato de o carbono, o hidrogênio e principalmente do magnésio estarem dispostos num complexo desenho simétrico de doze arestas parecido com uma margarida. Porem, se remontarmos estes mesmos componentes numa composição diferente eles não serão capazes de processar energia da captação da radiação solar.
Cada célula de nosso corpo está na posição mais adequada para operar no máximo desempenho possível, uma pequena mudança de posição comprometeria o funcionamento de todo o corpo.
Imaginem que por um lapso de formação, células gustativas que deveriam estar presentes na língua aparecessem no lugar das células visuais da retina. Anos de evolução perderiam sentido e um órgão destinado a visão perderia sua função.
Essa consciência especial ao nível molecular poderia ser considerada como a GEOMETRIA INATA DA VIDA.
Os nossos órgãos sensoriais funcionam em resposta a estímulos geométricos universais. O som que ouvimos de uma orquestra e nos causa admiração é composto de diferenças proporcionais e logarítmicas entre freqüências, o perfume do jasmim difere do perfume da dama-da-noite simplesmente por causa da geometria da construção de sua molécula.
Desta forma os nossos cinco níveis perceptivos (visão, tato, olfato, paladar e audição) captam sutis diferenças geométricas que nos rodeiam e nos estimulam.
Aqui podemos contemplar o numero doze em suas diversas formas de criadoras de vida, na molécula de Clorofila com doze eixos que nos remete a uma margarida, ou a matriz criada por uma rosácea renascentista que transforma a luz em sua composição completa (da cor branca) em espectro de múltiplas cores. O numero 12 na escola mitológica é tido como o numero da mãe universal.
Platão de Atenas - 427–347 a.C. (Πλάτος platôs - em grego significa amplitude, dimensão, largura) considerava a geometria e os números como a mais concisa e universal linguagem filosófica e na busca da matéria básica que compunha tudo o que existe no universo e chegou aos sólidos platônicos.
Platão buscou nos sólidos regulares a explicação para a origem do universo, a perspectiva do volume oferece uma metáfora para o ato criador, original e continuo da materialização do espírito e da criação da forma.
Existem 5 volumes que são considerados como os mais essenciais por serem os únicos que tem todas as suas arestas e todos os seus ângulos internos iguais. Todos os demais volumes regulares são apenas ramificações destes 5.
Platão descreve seus sólidos no Timeo – um dos mais importantes de seus diálogos. Nele Platão sugere que os quatro elementos básicos no mundo são a terra, o ar, o fogo e a água e todos os demais elementos regulares são apenas ramificações destes 4.
Assim sendo Platão associou os 5 sólidos aos 4 elementos, e com a adição do quinto elemento o éter que preenche o espaço usado pelo criador para a formação do universo, e torna este como o sólido perfeito ou sólido da quintessência.
Esta idéia hoje foi substituída pela tabela periódica e a ascendência de elementos simples até elementos mais complexos – dos 5 sólidos aos 116 elementos (ou mais) como tijolos de tudo o que existe no universo.
O que hoje faz parte dos estudos dos campos de força e da mecânica das ondas corresponde ao antigo estudo da Harmônica Geométrica da Ordem Universal.

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